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SAMPA no Planeta

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por João das Letras

Avenida Paulista em 1902; vista da residência de Adam Von Bülow. Foto de Guilherme Gaensly; considerado o maior retratista da cidade de SP // foto postal sem tratamento.

Imagino um rompante e absurda sincronia; aqueles milhões de pessoas. Rasgando uniformes, paletós, títulos de grandeza e costumes. Num único grito de sonora e prometida alforria. Sentida, esvaziada, dos excessos de zelo ao futuro próximo, quiçá distante. De todo esforço sem praia. Da soma de cursos, mestrados, doutorados, universidades. E pontos batidos e burlados. Do trânsito de toda a vida e de toda paisagem cinza, e seu tanto de CO2. Tudo! Finalmente reciclado! Num imenso suspiro coletivo, ruidoso, igual. Ecoando, simultâneo, chacoalhando a terra e as veias de cobre e ferro carcomido. É importante observar, que novamente não poderia desprezar a água sem reutilizá-la como ferramenta de compreensão. Fazer-se entender é foda. E Sampa merecia um sopro de montanha com gosto de menta e árvores grandes de madeira. E outro Ibirapuera e parques bem tratados e coisa e tal… Qualquer coisa que justificasse o ar imundo que se respira, o esforço paulistano em “ser”; e compensar aquela ausência óbvia de tons esverdeados.

multidão. grupo. tribo. galera. povão. vip. pessoas. artistas. poetas. humanos. ou não. plêiade vinda diretamente do espaço sideral. eu, tu, eles, nós, somos um só. nossa intenção? remexer. eu, tu, eles, nós.

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