CONTE - ME

Foto Shop

By  |  0 Comments

Ah! A tecnologia! Como eram deliciosas as antigas revistas que expunham fotografias de mulheres sem roupa. Não havia recursos; eram mu-lhe-res nuas, não bonecas; defeitos de fabricação necessários para tornar a imagem real e saborosa. O chumaço ou pentelhos da cicrana; a gordurinha da outra ou os peitos descompassados que valiam o preço do registro. Realidade ou pagava-se por aquilo que era real. Por mais que batidos fossem os truques: levanta os braços pra não ter avalanche, morde os lábios, esconde os dentes! Era a infidelidade visual, não a idealização / indenização do outro. O defeito contornava o resto, excitava, provocava o comentário; e por aí vai.

E pensei na morena de Bukowski que escrevia sobre ele mesmo; e arrotava debruçado na mesa de um bar que nunca em toda vida contemplara tamanha beleza de mulher. Nunca! E assim foi uma noite inteira. Ouvira a criatura que inusitadamente, num súbito rompante, cravara as unhas vermelhas no rosto e rasgara a pele; depois, a pergunta que ecoava: e agora? Ainda sou a mais bonita? No capítulo seguinte, como em tantos outros, amanhecia o escritor vomitando o resto do que não me lembrava.

No contorno do tema poderia citar a rainha do antigo Egito; Cleópatra! Em nome da vaidade real cunhou seu rosto em moedas sem saber que num futuro qualquer denunciaria uma feiura ímpar: prognata, derrubaria o mito do nariz arrebitado e traços finos. Achados arqueológicos confirmaram com moedas o que o tempo não corroeu!

Botero, pintor colombiano, se deleitou com suas gordinhas sul-americanas que mais pareciam portuguesas do império; enquanto a mexicana genial e alucinada Frida cultuava bigodes e tons de tinta. A beleza e suas cores, e seus erros. Um olhar afundado de Elvis e um rebolado viril vendiam mais que a própria voz? Se eh informação questionável eh logica também!

Do jeito que a coisa anda, além de clones e silicones, o talento será uma questão próxima ao Botox ou similares. Até que uma NOVA diva engula duas ou três atrizes da academia e mostre outra ótica. Talvez a beleza maternal e seus desequilíbrios hormonais, mensais (controlados, descontrolados), mas compensados pela sofisticação da compreensão feminina.

A profundidade do espírito que sangra a vida e a falência ou morte planetária. Algum alguém desavisado acha que efeito estufa, peleja ou tráfico de gente, são realizações de quem pariu a vida? Cantaria a elas; a breve homenagem de um apreciador; e acho que Elvis concordaria e com certeza, nunca soube dos recursos de um computador.

multidão. grupo. tribo. galera. povão. vip. pessoas. artistas. poetas. humanos. ou não. plêiade vinda diretamente do espaço sideral. eu, tu, eles, nós, somos um só. nossa intenção? remexer. eu, tu, eles, nós.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *